Engenheiro acusado de feminicídio de professora é detido após deixar julgamento em Vitória; ele foi condenado a 27 anos de prisão
05/11/2026
(Foto: Reprodução) Engenheiro é condenado a 27 anos de prisão por feminicídio em Vitória
O engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira, de 42 anos, acusado do feminicídio da professora Danielly Wandermurem Benício, ocorrido no ano de 2017, em Vitória, foi detido após deixar o julgamento na tarde desta quinta-feira (5).
Ele deixou o Tribunal do Júri, na Mata da Praia, em Vitória, antes da leitura da sentença e foi localizado pela Guarda Civil Municipal na Avenida Vitória, na altura do bairro Romão.
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Patrick foi condenado a 27 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelo Tribunal do Júri. O engenheiro, que respondia pelo crime em liberdade, também deverá pagar uma indenização de R$ 500 mil por danos morais para a família da vítima.
O homem foi condenado em regime inicialmente fechado. Segundo a Guarda Municipal, após a saída dele do plenário, foi expedido um mandado de prisão, e o engenheiro passou a ser considerado foragido.
Patrick Noé dos Santos Filgueira, foi condenado pelo feminicídio de sua esposa, a professora Danielly Wandermurem Benício
Reprodução/Instagram
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Condenado deixou fórum de carro
Segundo o juiz responsável pelo caso, o engenheiro deixou o fórum de carro. Com o apoio da Gerência de Inteligência e da Central de Monitoramento, equipes de patrulhamento receberam informações sobre a situação e conseguiram localizar o condenado enquanto ele próprio dirigia o veíuclo.
Ao receber ordem de parada, ele obedeceu aos agentes e não ofereceu resistência.
De acordo com a comandante da Guarda de Vitória, Fabiana Gonçalves, o veículo utilizado pelo engenheiro pertence à mãe de um dos advogados dele.
“Foi uma prisão técnica de um indivíduo já condenado pela Justiça e que precisa cumprir com o que a Justiça determinou”, afirmou.
Engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira, de 42 anos, condenado a 27 anos por feminicídio, deixou julgamento antes da sentença e foi preso em Vitória, Espírito Santo
Divulgação
Após a detenção, Patrick foi levado para a Delegacia de Vitória. Segundo o Ministério Público, ele deverá ser encaminhado ao Centro de Triagem de Viana, na Região Mteropolitana da Capital.
O Ministério Público também solicitou que o celular do condenado seja preservado e que seja investigada a saída dele do tribunal antes da leitura da sentença. O pedido foi aceito pela Justiça.
A defesa afirmou que não concorda com o resultado do julgamento e que vai recorrer da decisão. Os advogados também contestaram a investigação solicitada pelo Ministério Público, alegando que não havia ordem judicial que impedisse Patrick de deixar o fórum.
Relembre o caso
A professora de Geografia Danielly Wandermurem Benício, de 36 anos, foi encontrada morta em 30 de dezembro de 2017, no apartamento onde morava com o marido, Patrick, no bairro Jardim Camburi, em Vitória.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o crime aconteceu após uma discussão motivada por ciúmes. A acusação apontou que o engenheiro mantinha um comportamento controlador em relação à esposa e monitorava as redes sociais dela por meio de um aplicativo de mensagens clonado.
Laudos periciais apontaram que a causa da morte da professora foi uma “hemorragia intracraniana, devido a traumatismo cranioencefálico, causado por ação contundente”.
Segundo a polícia, o corpo estava caído de bruços, ao pé da cama, em uma poça de sangue. No quarto, a janela estava aberta, o ar-condicionado ligado, um dos pés do criado-mudo estava quebrado e dois porta-retratos estavam virados para baixo.
Marido da vítima chega ao apartamento onde eles moravam, em Vitória
Reprodução/ TV Gazeta
Imagens das câmeras de segurança do prédio mostraram que Patrick foi a última pessoa a entrar no apartamento antes de Danielly ser encontrada morta. Segundo a investigação, ele permaneceu no imóvel por cerca de dois minutos e saiu. O corpo foi localizado pelo próprio engenheiro no dia seguinte.
O julgamento ocorreu quase nove anos depois do crime. Patrick foi condenado por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio. Além da pena de prisão, deverá pagar R$ 500 mil de indenização por danos morais à família da vítima.
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