Sem barragens de rejeito: saiba como funciona o novo modelo adotado pela Samarco após rompimento em Mariana (MG)
10/03/2026
(Foto: Reprodução) O processo de mineração da Samarco se transformou após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. Desde a retomada, iniciada em 2020, a mineradora vem operando com um novo modelo, mais seguro, mais sustentável e sem o uso de barragens para a disposição dos rejeitos - a sobra do beneficiamento do minério.
Composto basicamente por areia, minério de ferro e água, esse rejeito passou a ter duas destinações. O material arenoso, cerca de 80%, é filtrado e empilhado a seco (dry stacking). Os outros 20% são depositados na cava Alegria Sul.
A água resultante dos processos de filtragem é tratada e reutilizada no processo produtivo da Samarco, o que reduz a necessidade de novas captações externas. A mineradora também tem investido em pesquisa e desenvolvimento de soluções para o rejeito, inclusive em seu uso como matéria-prima em outros processos.
De 2020 a 2025, cerca de 22 milhões de toneladas de rejeito arenoso gerado pela Samarco foram utilizadas nas obras de descaracterização das barragens do Germano, o equivalente a 61% de todo o rejeito gerado no período.
Veja como funciona esse novo modelo operacional. A política e o manual sobre a gestão e governança das estruturas geotécnicas estão disponíveis no site da Samarco.
Samarco
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