Tráfico usava câmeras para vigiar a polícia e cobrava taxa por internet clandestina em Vila Velha
09/10/2026
(Foto: Reprodução) Operação da Polícia Civil encontrou sistemas de monitoramento do tráfico de drogas em Vila Velha
Divulgação/Polícia Civil
Integrantes de grupos criminosos que usam câmeras para monitorar a ação da polícia e tentam controlar os serviços de internet em comunidades de Vila Velha foram alvo de uma operação policial realizada nesta sexta-feira (9). Um suspeito de fazer o monitoramento clandestino foi preso.
A ação da Polícia Civil acontece nos bairros Vasco da Gama, Cobi de Cima, Cobi de Baixo, Boa Vista, na região conhecida como Morro da Bomba e em São Torquato. As áreas são comandadas pela facção Primeiro Comando de Vitória (PCV).
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O homem foi identificado como Matheus Machado Pacheco, de 26 anos, apontado pela investigação como também sendo um dos chefes do esquema de extorsão. A operação desta sexta foi batizada de "Provedor.Net 2.0" pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Segundo o delegado-geral da corporação, Jordano Bruno o sistema permitia acompanhar as imagens em tempo real e a transmissão via internet para um tablet, usado pelo tráfico de drogas para controlar a movimentação.
"Estamos retirando os equipamentos em diversos pontos. Também estamos restabelecendo o sistema de internet dentro da legalidade para que os provedores possam atuar tranquilamente", disse Jordano Bruno.
Já o delegado-geral adjunto, Fabrício Dutra, explicou que os equipamentos eram utilizados pelo tráfico de drogas para monitorar tanto a parte alta quanto a parte baixa de Cobi, além da atividade policial.
Além do homem preso, 15 câmeras conectadas a uma mesma central de monitoramento foram recolhidas. A central usada pelo tráfico pra receber as imagens ainda não foi encontrada.
Até a última atualização desta reportagem, a ação da Polícia Civil seguia em andamento.
Segunda fase da operação
Chamada de Provedor.Net, a primeira fase da operação começou em setembro, quando a polícia checou denúncias de moradores.
Na época, foi descoberto que traficantes ligados à outra facção criminosa, Terceiro Comando Puro (TCP), cobravam até R$ 3 mil por semana de provedores de internet para permitir a prestação do serviço na parte alta de Vila Garrido, em Vila Velha.
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Pelo menos sete empresas foram alvo da extorsão e, diante da recusa em pagar, cabos e equipamentos foram destruídos, deixando moradores sem sinal.
Três irmãos foram apontados como líderes do grupo, sendo eles Luan 'Kamu' Gomes Faria, Gabriel 'Buti' Gomes Faria, e Bruno 'Nono' Gomes Faria. Luan e Gabriel estão presos, já Bruno está foragido no Rio de Janeiro.
'Nono' também foi indicado como responsável por comandar as cobranças com o apoio de Marcos Luiz Pereira Junior, o MK, preso em janeiro deste ano.
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